Viagem para a índia: Avaliação do vôo e da Cia

Para os que não conhecem, a Etihad é a empresa aérea nacional dos Emirados Árabes Unidos. Com sede no emirado de Abu Dhabi, é irmã mais nova da super conhecida e premiada Emirates, esta estabelecida em Dubai.    

(Este post foi escrito originalmente por mim para o Melhores Destinos, melhor site do tema)

Segundo números do governo dos EAU, detentor de 100% das ações, a empresa fechou 2013 com um lucro depois dos impostos de 62 MM USD, resultado 48% melhor que o de 2012. A receita foi de 6.000 MM USD.
Trechos avaliados

Ticket  vôo EYEY190 Sao Paulo – Abu Dhabi 
EY 260 Abu Dhabi – Mumbai
Classe Executiva
As próximas férias estavam programadas para algum momento de Maio de 2014 e eu só pensaria nisto em Janeiro do mesmo ano, principalmente por conta do trabalho.
Como o destino já estava quase fechado, com a Índia, faltava escolher quem me levaria até lá, com a Etihad no topo da lista, dependeria apenas das promoções, sendo que o critério seria: Cias Árabes, Asiáticas de primeira (Singapore, JAL), Européias, Latinas (Lan, TAM) e em ultimo caso americanas.
Dentro trabalharia com os preços e promoções e talvez destino em caso de alguma promoção arrasadora.  Como ficou claro no meu texto, tudo é bem flexível. A conta é simples. Existem vários lugares que eu gostaria me interessam, e como são destinos com situação política delicada (Coreia do norte), surtos de doenças (Etiópia, que ainda não fui) e severa época de chuvas, como a Índia e Peru, vou tentando conciliar todas as variáveis com as promoções para descobrir se aquele preço fantástico é mesmo uma boa oportunidade.

Enfim aconteceu e bem antes que eu esperava. No final de 2013 outra promoção,  justamente para a Índia, na época que eu queria, R$: 1.000,00 abaixo do meu orçamento. Comprei na hora.
E por que a Índia?

Escolhi a Índia por ser um lugar cheio de contrastes, de uma cultura rica e impossível de ser descrita em poucas linhas. Terra que nos entrega cenas de extrema evolução humana como as protagonizadas por Ghandi, ao passo que ainda é uma cultura que tem muito por melhorar o trato com as mulheres, na organização do espaço das cidades e no uso dos recursos naturais como a água.

Cotidiano em frente o rio sagrado GangesLonge de ser uma unanimidade, provoca debates apaixonados de pessoas que a amam ou a desprezam. Escolhi viajar pelo país sozinho, com mochila nas costas, mas na maioria dos momentos cedi aos aviões nos deslocamentos internos devido ao tamanho do país, e em alguns momentos, aos bons hotéis, pela severidade dos trechos “pé no chão”.

Antes da viagem

Eu estava trabalhando no dia da viagem, na av. Faria Lima, zona oeste de São Paulo e arrisquei chegar no aeroporto de transporte público, todo ano faço isso, deve ser um resquício de rebeldia adolescente.

Embarquei no metrô Faria Lima, Linha 4 Amarela.
De lá fui até a estação Republica para integrar com  a linha 3 Vermelha. O objetivo era seguir até a estação Tatuapé da mesma linha e pegar o ônibus de linha até o aeroporto, tem ar-condicionado sem grandes confortos, basicamente atende todo o público, custa R$:4,45 e o número da linha é 257. Não precisa ser ativista de transporte público para fazer isso, é uma alternativa barata e rápida, mas não aconteceu.
A linha 3 do metrô já estava abarrotada por volta das 16:00 horas. Impossível entrar com uma grande mochila.

Airport bus serviceO Plano B:
Desci na praça da República e fui direto no anexo ao lado da estação, pegar o famoso Airport Bus Service. Número do ônibus 259, custa R$: 36,50.
Esse é bem mais confortável com belas poltronas, ar condicionado, água a vontade, wi-fi e muito limpo.
Viaja-se apenas sentado.

Já no aeroporto, fui com muita antecedência ao balcão da Etihad, cerca de 3 horas e meia e já estava aberto, com alguma fila. Fui até a fila da classe executiva.
Valor do upgade: R$: 2.641,68 reais para a Classe executiva, sem mais descontos.

Bem, era um vôo de quase 15 horas, valia a pena, paguei. Os funcionários muito cordiais conversavam o tempo todo, agradáveis e profissionais ao mesmo tempo.

Já na hora do embarque a coisa mudou de figura, o espaço era pequeno para a quantidade de pessoas e atrasou um pouco. Após a fila já formada, o vôo estava programado para 22:15 e apenas 22:10 iniciou o embarque. Nesse estágio os funcionários pareciam preocupados, andavam de um lado para o outro e o clima parecia pesado entre eles, nenhum sorriso ou cordialidade. Vale registrar que continuaram super profissionais cuidando de alguns idosos que lá estavam.

Avião

Boas vidasEnfim embarcamos no avião, era um monstro, A340-500, não aparentava ser muito novo, mas impecável e limpo. Cheirando a limpeza.

Pelo que olhei na econômica a configuração era 3-4-3, na executiva 2-2-2, mas esse 2 na região das janelas é de uma maneira em que você não tem contato com o vizinho, seria 1-2-1?

De toda forma, privacidade no assento da janela. Já no central, não gostei muito, que foi o assento que escolhi na segunda perna. Lembra assentos de outras cias, Massageador de poltronasonde você tem algum contato com o passageiro do lado, parece bacana para casais, mas definitivamente ruim para viajantes individuais que querem privacidade. Para relaxar um recurso maravilhoso é o massageador da poltrona. Não se pode esquecer dos outros mimos da classe executiva fazem você esquecer que está voando.

Como faço a mesma rota pelo segundo ano seguido, estou começando a achar que os céus da África são tranquilos que é por onde efetivamente voamos a maior parte do tempo, pois não senti nenhuma turbulência mais forte.

Serviço

O serviço é bem bacana, o tempo todo tive as aeromoças a disposição, além de uma espécie de governanta da cabine da classe executiva que resolvia qualquer questão. Apenas na perna da Índia uma aeromoça, indiana, parecia não estar em seus melhores dias, mas nada que estragasse o vôo. Pois as outras eram bem bacanas. Percebi que as espanholas, gregas e mesmo as indianas conversam mais. As asiáticas são mais caladas.

Os avisos seguem uma regra básica. Idioma local, inglês e árabe, então no Brasil espere avisos em português. Geralmente na tripulação falam muitas línguas.
Uma coisa interessante é que no vôo havia uma senhora chinesa que não falava bem português, por outro lado, o comissário, português, de portugal não conseguia se entender com ela. Servi de ponte usando um mandarim rudimentar que sei para ajudá-la a utilizar a internet paga no celular 🙂

Adicionalmente foram entregues fones com cancelamento do ruído de qualidade mediana, travesseiros e mantas confortáveise kits de higiene da marca grega Korres. Eu gostei mesmo da nécessaire, com motivos árabes.  Essa é linda que peguei para meu uso.

Refeições

As refeições foram ótimas, nível restaurante, sempre com três opções diferentes no menu principal mais algumas outras que poderiam ser pedidas a qualquer momento, como cafés, capuccinos, chocolates, chás, sanduíches, fritas, vinhos e bebidas diversas.

Obviamente talheres de metal, que são regra também na econômica. Na executiva porcelana. 
Na entrada fui saudado com uma carta de vinhos e algumas castanhas

No jantar escolhi uma saladinha com uma espécie de empanada, que acompanhei com ChampanheJantar
Dispensei a sobremesa e fui neste maravilhoso café acompanhado com cookies, que pode ser pedido a qualquer momento no vôo, em seguida coloquei o assento na posição horizontal e fui dormir.Café

Após um sono profundo, de seis horas e meia, no assento que vira cama fui acordado pela aeromoça, conforme havia pedido antes de dormir.
Pouco tempo depois foi servido o café da manhã. Uma capa de ovo com salmão fresco e agrião, acompanhado de geléia, pão e chocolate.
Café da Manhã


No decorrer do vôo um Chá com bombom e croissant, que também pode ser pedido a qualquer momento. 

Chá com bombom e croissant


A refeição na outra perna foi um delicioso cordeiro a moda árabe que acompanhei com vinho tinto.
Cordeiro a moda árabe

Entretenimento

Não sou um entusiasta do entretenimento a bordo, porém o conteúdo foi muito rico.
Séries, documentários, filmes famosos americanos, europeus, asiáticos, iranianos eInternet no avião indiados. Músicas de hits americanos até MPB, passando por música cubana, havia até o corão narrado, ou seja, acervo completo e impressionante.
Também alguns aplicativos como jogos e possibilidade de jogar multiplayer! Pode ser um problema para quem não fala inglês, pois a opção do idioma português é quase inexistente. Como eu não me interesso muito por esses sistemas, sou da turma que prefere ler um jornal, levar iPad ou ficar em silêncio, e foi o que eu fiz.

No avião havia um jornal brasileiro e outros dois dos Emirados Árabes Unidos, um em inglês outro em árabe, mas a grande sensação foi a internet a bordo!
Paguei cerca de R$: 40,00 para o câmbio da época por 24 Horas de internet que era razoavelmente rápida, o problema, claro era o ping, pois o sinal sai do avião, vai até o satélite, e retorna para uma estação na terra. Pelos testes que fiz esta estação fica na Alemanha e é propriedade da T-Mobile.
Funcionou a maior parte do tempo com pequenos blackouts durante a passagem pela Arábia Saudita e pelo Brasil.

Sempre brinco com os amigos, que no dia em que eu fundar uma cia aérea, o único entretenimento a bordo das minhas aeronaves será internet a preços civilizados, como esta da Etihad. Imagino que não possa ser gratuita pela largura de banda, afinal, se todo o avião resolver acessar talvez não funcione, fora que deve ser uma receita importante para a empresa.

Quanto às conexões no sistema haviam disponíveis no sistema duas portas USB, uma no assento, outra no monitor. Uma tomada AC compatível com vários padrões, inclusive o brasileiro, entradas RCA e RJ45 que francamente não sei se alguém usa ou se funcionam.

Chegada

Desembarquei em Mumbai.
Minha mochila chegou bem rápido em uma das várias  esteiras do aeroporto, que se não me engano, são 20. Era madrugada e o aeroporto vazio.
A escala em Abu Dhabi foi bacana. A bronca fica pela minha mochila ter chegado bem suja e com aquela ferragem de sustentação amassada (quem é mochileiro sabe). Como foi fácil desamassar, mesmo comprometendo a vida útil da cargueira, não quis entrar com um questionamento na Cia, por ser madrugada e eu estar no início da jornada em um país desconhecido e cheio de prováveis armadilhas.


Abu Dhabi. Os corredores se confundem com Free Shop.
Abu Dhabi

Mumbai – Lindo, todo cravejado em obras de arte
20140502_033908 20140502_034002 20140502_034141

Anúncios
Esse post foi publicado em índia, relato de viagem e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s