Enfim, Índia – Primeiras 24 horas

Mumbai

Vista do Hotel, Sentido Sul de Mumbai

As primeiras 24 horas na Índia serviram para me ajustar ao fuso, já que de fato não circularei por Mumbai neste período. Hospedado em um hotel com vocação para atender viajantes a negócios, distante do centro e próximo ao aeroporto. É uma experiência parecida com a de outras cidades, nestes locais não existe muita estrutura e serviços em volta. O objetivo é ter um escape rápido para o aeroporto, providencial no caso de Mumbai, com o seu famoso trânsito caótico.   

Isto é algo que eu realmente havia planejado, sentir os primeiros aromas, o trato com as pessoas, as condições do ar e a temperatura externa, de maneira branda. Para tornar o exemplo mais palpável, é como se eu estivesse hospedado em Guarulhos.

 

Mitos e Fatos

Afirmações prontas. É o que rodeia tudo relacionado a este grande e diverso país. Legiões de pessoas que nunca estiveram aqui pareciam conhecer cada aspecto local. Claro que sempre usei a primeira lei de Zé:

“No mínimo 50% daquilo que lhe disserem sobre um país está errado”,

Voilà! Algumas conclusões já começam a se formar.

Gorgeta: É uma instituição nacional. Talvez uma das mais fortes. Basicamente, em quase todas as transações de serviço espera-se uma caixinha, que não deve seguir regras estritas em percentuais. Vai da cara do tomador e do prestador de serviço. E gera situações estranhas. Já nas primeiras horas cheguei a paranóia de desconfiar até de meras cordialidades, como “Namastê”, ou “Welcome to India Sr”, como pretextos baratos para a caixinha. Quebrei a cara quando o motorista do hotel, que me levou ao aeroporto, recusou o agrado ele e o carregador de malas.

Segurança Segurança é percepção, ponto.
Onde você andaria mais tranquilamente? Em Bagdá ou em Aracajú? Aposto 10 Rúpias que você ficaria mais tranquilo em Aracajú, eu também. Mas saiba que em nossa simpática cidade você tem mais chances de morrer, precisamente são mortas 89 pessoas a cada 100.000 habitantes, conta 48 por 100.000 na cidade do Rio Tigre.

De toda forma, a primeira sensação é chocante.
Antes de entrar no complexo do hotel (e isto é regra para todos de grandes redes), havia um checkpoint com homens armados, barreiras rígidas, cães farejadores e inspeções dentro e fora do veículo, incluso motor e assoalho.

Já dentro do espaço hoteleiro as malas são submetidas a aparelhos de raio-x. Tudo isto não pelo risco de invasão de bandidos, mas para prevenção de terrorismo, já que a Índia constantemente é atacada com ataques a bomba, provenientes de fundamentalistas Paquistaneses ou Sikhs radicados no exterior.

 

Pequenos Golpes: São amplamente divulgados em guias e na internet. Logo na chegada o atendente do hotel tentou me vender um transfer para o aeroporto por 1.850,00 Rúpias, com o espetacular desconto de 300. Por estar esgotado aceitei já com a ideia de cancelar no outro dia e não entrar em uma negociação.
Dito e feito, cancelei, pedi o serviço horas depois, que me foi cedido pelo atendente como uma cortesia. Suspeito que também perdi umas 150,00 rúpias comprando um plano de dados que é gratuito.

 

Aeroporto. Impressionante. Espera-se de um aeroporto que seja limpo, prático e minimamente confortável. Porém, o terminal internacional onde desembarquei é mais que isso.

Delhi airport
Lindo, perfeitamente limpo, com quase 20 esteiras para bagagem, cravejado de obras de arte no seu interior e um super elegante carpete com motivos locais. O ponto negativo fica pelo wi-fi, que é acessível apenas após a confirmação de um código via SMS. Factível, quando você é um indiano com um celular local.


Telecomunicações:
Os primeiros contatos com a burocracia indiana.
Os indianos são tarados por códigos de confirmação via SMS. Gambiarras homéricas precisam ser empreendidas caso você não tenha um celular em mãos. Pode ser divertido, como ao comprar uma passagem de trem burlando o sistema (Booking Indian rail tickets from abroad), mas passa a ser frustrante, quando você se depara com um acesso via wi-fi que necessita deste código.

Quanto ao telefone celular, caos. Meu telefone não funcionou no roaming internacional com as operadoras que a Claro recomendou. E são várias (a Índia é conhecida pela forte concorrência no setor), já o chip indiano que comprei por 700 rúpias, da Vodafone, também não dá sinais de funcionamento, passadas 24 horas.
Para comprá-lo, precisei de: Uma foto, paciência, cópia do passaporte, paciência, cópia do visto, paciência, endereço indiano, paciência, endereço brasileiro, paciência e assinar 2 formulários com 3 assinaturas cada, “perfeitamente iguais” como recomendou a funcionária. Por enquanto eu vou navegando na pesada burocracia indiana até alcançar o cálice sagrado de ativação do meu plano de dados.

 

 

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2 respostas para Enfim, Índia – Primeiras 24 horas

  1. Voce é de aracaju? Onde estao os posts da coreia do norte?

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